03/07/2026

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Produção industrial cai 0,2% em maio após quatro meses de alta

A produção industrial brasileira variou -0,2% em maio na comparação com abril, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de alta. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Apesar do recuo, a indústria está 4,5% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas 13,0% abaixo do nível recorde de maio de 2011.

Na passagem de abril para maio, as principais influências negativas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com queda de 6,1%, e das indústrias extrativas, com recuo de 2,6%. Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, os dois segmentos interromperam cinco meses seguidos de expansão, período em que acumularam ganhos de 17,1% e 7,4%, respectivamente.

Em derivados do petróleo, as maiores pressões negativas vieram de álcool etílico e gasolina. Nas indústrias extrativas, o recuo foi puxado por minério de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural.

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Entre os avanços do mês, os principais destaques foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%). Também tiveram resultado positivo metalurgia (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,7%), outros equipamentos de transporte (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).

Na comparação com maio de 2025, a indústria variou 0,2%. Nesse recorte, os destaques positivos foram derivados do petróleo e biocombustíveis (5,7%), indústrias extrativas (3,1%), veículos automotores (7,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,2%). Já entre as quedas, produtos alimentícios recuaram 3,7% e máquinas e equipamentos, 9,5%.

No acumulado de 2026 até maio, a produção industrial avançou 1,4%. As principais contribuições vieram das indústrias extrativas (7,9%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,1%). Também houve alta em produtos farmoquímicos e farmacêuticos (11,5%), veículos automotores (3,2%) e produtos alimentícios (1,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, o acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 mostrou alta de 2,1% em bens intermediários, de 1,5% em bens de consumo semi e não duráveis e de 0,6% em bens de consumo duráveis. Bens de capital recuaram 6,2%, com destaque para a queda de 16,9% na fabricação de bens de capital agrícolas.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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