30/06/2026

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Plano Safra 2026/27 precisa ampliar recursos e reduzir juros, defende Aprosoja Mato Grosso

Foto: Aprosoja Mato Grosso

O anúncio do Plano Safra 2026/27 nesta terça-feira (30) gera expectativa no setor produtivo, principalmente em relação ao volume de recursos disponíveis e às taxas de juros para o financiamento da produção. Para a Aprosoja Mato Grosso, o programa precisa avançar para atender à demanda crescente do campo.

Na avaliação do presidente da entidade, Lucas Costa Beber, o aumento da taxa básica de juros nos últimos anos elevou o custo do crédito rural e reduziu a capacidade de financiamento dos produtores, tornando mais caro produzir.

Segundo ele, o Plano Safra continua sendo a principal referência para o crédito agrícola no país e, por isso, mudanças nas condições de financiamento têm impacto direto sobre o planejamento da próxima safra.

A expectativa da entidade é que o governo federal anuncie não apenas um aumento no volume de recursos, mas também juros menores e maior participação das linhas com recursos controlados, que oferecem taxas mais acessíveis aos produtores.

Expectativa para o anúncio

Lucas Costa Beber afirma que o cenário atual preocupa devido ao peso dos juros sobre os custos de produção. “O Plano Safra é o balizador das taxas de juros no nosso país. Infelizmente, devido à Selic alta nos últimos anos, nós temos tido, na maioria das linhas, juros de dois dígitos, o que tem impactado fortemente o bolso do produtor, encarecendo ainda mais o acesso ao crédito para a produção rural agrícola”.

O presidente da Aprosoja Mato Grosso destaca que o setor recebeu com otimismo a sinalização feita pelo governo sobre a possibilidade de reduzir os juros e ampliar o orçamento destinado ao programa.

Apesar da expectativa positiva, Lucas Costa Beber avalia que o orçamento ainda deveria ser maior para atender às necessidades do setor. Conforme ele, o ideal seria que o Plano Safra disponibilizasse, pelo menos, R$ 650 bilhões em crédito, além de ampliar a participação dos recursos controlados.

“O ideal é que tivéssemos no mínimo nominalmente R$ 650 bilhões e também aumentasse o percentual daquilo que é recurso controlado, já que nos últimos anos tem diminuído esse”.

Ele lembra que a participação dessas linhas de financiamento vem caindo desde 2022, reduzindo o acesso dos produtores ao crédito com juros subsidiados. “Se comparar de 2022 para cá, praticamente 50% do Plano Safra eram recursos controlados. No último ano menos de 30%. O que também fez com que o produtor pegasse menos crédito de juros controlados, conseguisse adquirir. Na prática isso chegou tendo uma redução de algo em torno de 13% para custeio e 20% para investimento”.


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