23/06/2026

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Abiove Eleva Projeção de Processamento de Soja no Brasil para Recorde de 63 Milhões de Toneladas em 2026

O processamento de soja do Brasil em 2026 foi estimado nesta segunda-feira em recorde de 63 milhões de toneladas, aumento de 500 mil toneladas na comparação com a previsão do mês anterior, vendo consumos firmes de farelo e óleo, de acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

A se confirmar, a projeção de esmagamento de soja deverá aumentar 4,3 milhões de toneladas na comparação com a temporada anterior, após o Brasil ter colhido uma safra recorde em 2026, contando ainda com demanda firme por produtos como farelo e óleo de soja.

“Esse avanço na atividade industrial se reflete diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado…”, destacou a associação em nota. “A atualização reforça a capacidade de resposta da indústria brasileira diante do volume da safra e das demandas do mercado.”

A Abiove não alterou a previsão de exportações de soja do Brasil, maior produtor e exportador global, estimadas em recorde de 114,1 milhões de toneladas em 2026, aumento de quase 6 milhões de toneladas em relação a 2025.

A associação, que reúne as tradings e indústrias processadoras de soja, passou a trabalhar com a projeção da estatal Conab para a safra de soja, que foi estimada no início do mês em recorde de 180,25 milhões de toneladas, avanço anual de 5,1%.

Com o aumento do processamento, a projeção de estoques finais de soja brasileira em 2026 foi reduzida para 7,87 milhões de toneladas, ante 8,25 milhões na previsão anterior, versus 6,8 milhões ao final de 2025.

Apesar da redução, os estoques finais do Brasil em 2026 ainda serão os maiores desde 2017 (13,7 milhões de toneladas), após a colheita de uma safra recorde.

Ajuste na produção e exportação de produtos

Com o aumento projetado no processamento, a Abiove agora prevê uma produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo de soja, aumento de cerca de 500 mil toneladas na comparação mensal, em meio a um ajuste positivo na demanda por farelo nos mercados interno e externo.

A previsão é de que o Brasil exporte um recorde de 24,95 milhões de toneladas de farelo de soja em 2026, aumento de 1,68 milhão na comparação com 2025.

O processamento de soja no Brasil tem sido impulsionado principalmente pelo avanço da produção de biodiesel, que usa majoritariamente o óleo de soja como matéria-prima, o que acaba gerando também maior oferta de farelo de soja.

Na semana passada, a Bolsa de Comércio de Rosário indicou que a crescente exportação de farelo de soja do Brasil está aumentando a concorrência com a Argentina, o maior exportador global de farelo de soja.

O consumo interno do farelo de soja, utilizado como matéria-prima da indústria de ração, também deverá ficar acima do previsto anteriormente, sendo estimado em 21 milhões de toneladas, mas registraria uma queda de cerca de 1 milhão de toneladas ante 2025.

A produção, a exportação e o consumo interno de óleo de soja foram ajustados para cima, ficando em 12,65 milhões de toneladas, 1,65 milhão de toneladas e 10,95 milhões de toneladas respectivamente –nos três casos, haveria também um aumento no comparativo anual.os estoques finais do Brasil em 2026 ainda serão os maiores desde 2017 (13,7 milhões de toneladas), após a colheita de uma safra recorde.

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