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Investigação aponta estratégia de cooptação social usada por grupo criminoso que atuava em Goiás e no DF
Imagem: Reprodução
Uma operação deflagrada nesta quarta-feira (10) pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), mira uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava no entorno do Distrito Federal.
Segundo as investigações, os criminosos planejavam ações para garantir o domínio territorial e social na região, combinando a venda de drogas com a distribuição de brinquedos para crianças, entre outras atividades. Para os investigadores, a prática funcionava como estratégia de cooptação social.
Batizada de Convergência Nacional, a operação integra o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), criado para enfrentar facções em todo o país. Ao todo, foram cumpridos dez mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Goiânia.
As apurações identificaram a atuação de integrantes e pessoas ligadas ao PCC nos municípios de Formosa e região. O grupo monitorava ações das forças de segurança, organizava a distribuição de drogas entre pontos de venda e articulava a aquisição de armas de fogo para sustentar as atividades criminosas. O caso tramita sob sigilo.
Uma das imagens divulgadas no âmbito da operação mostra uma porção de droga estampada com o rosto de Pablo Escobar, narcotraficante colombiano que ganhou notoriedade mundial nas décadas de 1980 e 1990.
De acordo com o Gaeco, as ações do grupo ocorriam sob a supervisão de integrantes da organização que estariam em outros estados. O material apreendido será submetido à análise técnica.
Os investigados poderão responder por crimes previstos na Lei nº 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado no Brasil, além de associação para o tráfico de drogas, tráfico de armas de fogo e lavagem de capitais.
A operação conta com apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal de Goiás, dos Gaecos dos Ministérios Públicos de Minas Gerais e do Distrito Federal, além da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas da Polícia Civil do DF.