17/05/2026

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Mercadante diz que crédito do BNDES não compromete juros e defende apoio ao agro

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou neste domingo (17) que o crédito subsidiado concedido pelo banco não compromete a política monetária brasileira. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, ele disse que problemas no sistema financeiro, como o caso envolvendo o Banco Master, têm impacto mais relevante sobre a taxa básica de juros. Na mesma entrevista, defendeu o crédito direcionado para setores estratégicos, entre eles o agronegócio.

Segundo Mercadante, apenas 23% da carteira do BNDES possui algum tipo de subsídio. De acordo com ele, esse volume é “irrelevante diante do mercado total de crédito da economia brasileira”. A declaração foi feita no contexto do debate sobre os efeitos do crédito direcionado sobre a condução da política monetária e sobre o comportamento da taxa Selic.

Ao comentar o sistema financeiro, o presidente do BNDES afirmou que episódios como o do Banco Master afetam mais a percepção de risco e, por consequência, o ambiente de juros. Na entrevista, ele citou um prejuízo de R$ 51 bilhões para o sistema financeiro relacionado ao caso. O conteúdo fornecido não detalha a origem desse valor nem traz manifestação do Banco Central sobre a declaração.

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Mercadante também associou a discussão de crédito ao financiamento de atividades consideradas estratégicas. Entre elas, destacou o agronegócio, ao afirmar que a agricultura necessita de subsídio, especialmente em momentos de elevação de custos de produção.

Como exemplo, citou o mercado de fertilizantes. Segundo ele, os preços desses insumos subiram cerca de 50% com as guerras entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio. Para cadeias agropecuárias, esse movimento é relevante porque fertilizantes têm peso direto sobre o custo das lavouras e sobre as margens de produção, sobretudo em culturas de maior dependência nutricional.

Nesse cenário, Mercadante defendeu a ampliação de investimentos na produção nacional de fertilizantes como forma de reduzir a dependência externa do Brasil. O material disponível não informa prazos, volume de investimento ou medidas específicas para essa expansão.

A declaração reforça a discussão sobre o papel do crédito direcionado em setores como o agronegócio e sobre o efeito do custo de insumos no financiamento da produção. Sem detalhamento adicional de medidas ou metas, o alcance prático das propostas dependerá de definições futuras de política de crédito e de investimento industrial.

Fonte: Estadão Conteúdo

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