17/05/2026

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Projeto usa DNA ambiental para mapear fauna marinha no sul da Bahia

Pesquisadores do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB) iniciaram uma etapa de monitoramento da fauna marinha em reservas do sul da Bahia com uso de DNA ambiental. As coletas foram realizadas em março na Reserva Extrativista de Corumbau e na Reserva Extrativista de Cassurubá. O trabalho reúne o Instituto Tecnológico da Vale (ITV), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Centro Tamar.

Segundo o ICMBio, foram coletadas amostras de água do mar em 20 pontos da Reserva Extrativista de Corumbau e em 10 pontos das porções estuarina e marinha de Cassurubá. O material já passou por filtragem e conservação e foi enviado ao laboratório do ITV, em Belém (PA), onde o DNA será extraído, analisado e sequenciado.

A técnica utilizada é o DNA ambiental metabarcoding, que permite identificar múltiplas espécies a partir de vestígios genéticos deixados no ambiente. De acordo com a coordenadora do GBB pelo ICMBio, Amely Branquinho Martins, o método compara o material sequenciado com bancos de dados de referência para apontar quais organismos passaram pelo local.

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O analista ambiental do ICMBio Roberto Sforza informou que a definição dos pontos de coleta considerou espécies de interesse, áreas usadas para pesca e extrativismo, zonas relevantes para conservação e possível ocorrência de espécies exóticas invasoras. Entre os alvos do mapeamento estão peixes recifais, camarões, moluscos, caranguejo-uçá e espécies ameaçadas, como os budiões, além de invasoras como peixe-leão e coral-sol.

Para as cadeias locais, o levantamento pode ampliar a base técnica para monitoramento de recursos pesqueiros e manejo em unidades de conservação, já que a técnica dispensa captura e pode registrar espécies raras ou de difícil detecção. O projeto também testa a eficácia do método em comparação com protocolos tradicionais de monitoramento da biodiversidade.

Em funcionamento desde 2023, o GBB informa já ter gerado mais de 40 genomas de referência, sequenciado 613 espécies para código de barras genético e analisado 479 amostras ambientais.

Segundo o ICMBio, os dados devem subsidiar processos institucionais de conservação e o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Programa Monitora). Ainda não há prazo informado para a divulgação dos resultados desta etapa na Bahia, mas o projeto prevê ampliar ações para outros biomas brasileiros.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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