O Dia Mundial do Frango em 2026 ganha uma homenagem especial ao destacar o verdadeiro motor da avicultura brasileira: a família rural. De Norte a Sul, a atividade deixou de ser apenas um negócio para se tornar um projeto de vida, sucessão e orgulho. O especial “Vida no Campo” reuniu histórias que mostram a evolução do setor, que saltou de galpões manuais para estruturas altamente automatizadas, consolidando o Brasil como referência global em sanidade e eficiência.
Essas trajetórias revelam que a paixão pela avicultura atravessa gerações. Seja pela busca por qualidade de vida ou pela continuidade de um patrimônio centenário, o frango tornou-se o elo que mantém pais, filhos e netos unidos na mesma propriedade, garantindo que o alimento produzido no interior do Brasil chegue à mesa de milhões de pessoas em todo o mundo.
Mudança de vida e retorno às raízes
A avicultura tem o poder de transformar destinos. No Paraná, em Quinta do Sol, Juliano Taboni e Alexandra deixaram a área da saúde em 2019 para descobrir no campo uma nova vocação. Para eles, o orgulho reside em acompanhar o crescimento dos lotes e saber que cada ave produzida carrega o selo de qualidade brasileiro. Em Nova Veneza (SC), a família Michels percorreu o caminho inverso: usaram a experiência acumulada na indústria e na extensão rural para profissionalizar o próprio sítio, transformando a granja na principal fonte de renda da comunidade local.
Já em Lauro Müller (SC), o exemplo vem da família Rodrigues, onde a avicultura venceu a mineração. O retorno do filho Marcos, que trocou o trabalho pesado nas minas pela lida técnica nos aviários ao lado do pai, Dino o pai, é o retrato da sucessão familiar bem-sucedida. Essas histórias provam que o campo, quando aliado à tecnologia e à integração, oferece a estabilidade necessária para manter o jovem no meio rural com dignidade e perspectiva de futuro.

Produzir alimento é motivo de orgulho
A escala de produção é outro marco celebrado neste especial. Em Astorga (PR), a família Grosso simboliza a ascensão social no campo: de funcionários a proprietários, eles expandiram a capacidade de 70 mil para cerca de 250 mil aves. Esse crescimento foi impulsionado pela transição tecnológica para galpões climatizados, processo que exigiu adaptação e aprendizado constante. Em Arabutã (SC), o produtor Adelar, que viu os primeiros aviários nascerem na década de 70, celebra hoje, ao lado da filha, uma avicultura digital, precisa e conectada com as exigências de bem-estar animal.
O impacto social dessa dedicação é imenso. Em Campina do Monte Alegre (SP), a família Meira produz o suficiente para alimentar 350 mil pessoas anualmente. Para esses produtores, o Dia Mundial do Frango é mais do que uma data comercial; é o reconhecimento de uma rotina que começa na madrugada e exige cuidado rigoroso com a ambiência e a nutrição. É a celebração do amor pelo campo e do compromisso em entregar uma proteína de qualidade para o Brasil e para o mundo.
Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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