O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, nesta quarta-feira (14), R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV). A iniciativa prevê ações nos Recifes de Iparana, em Caucaia (CE), com foco em conservação, monitoramento ambiental e uso sustentável do ambiente costeiro-marinho.
Segundo o banco, o investimento total do projeto é de R$ 14 milhões. Esta é a terceira operação contratada pela Chamada Pública BNDES Corais, apresentada pela instituição como a maior do país voltada à recuperação de ecossistemas recifais.
No Ceará, as atividades previstas incluem o monitoramento do branqueamento e da mortalidade de corais, o acompanhamento da saúde dos recifes e a geração de informações técnicas para orientar estratégias de conservação marinha. O trabalho contará com cooperação da Universidade Federal do Ceará (UFC), além de outras universidades, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
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De acordo com o BNDES, a chamada pública foi lançada em abril de 2024 e mira a recuperação de corais rasos e bancos de corais ao longo de cerca de 3 mil quilômetros da costa brasileira, do Maranhão ao Espírito Santo. O banco informa que, embora os recifes ocupem menos de 0,1% da superfície oceânica, eles abrigam cerca de um terço da biodiversidade marinha.
Na prática, a conservação desses ambientes afeta atividades ligadas à pesca, ao turismo, ao lazer e à proteção costeira. O projeto também prevê ações de educação ambiental, comunicação com a sociedade e apoio a alternativas de renda para comunidades tradicionais.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a iniciativa busca mobilizar recursos para conservação da biodiversidade e apoio a populações que dependem do mar. Já a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, disse que a proposta combina proteção ambiental e inclusão social nos territórios atendidos.
A execução do Coral Vivo Regenera deverá ampliar a base técnica sobre a condição dos recifes em Caucaia e subsidiar medidas de conservação no litoral cearense. O cronograma detalhado das ações locais não foi informado no material divulgado pelo BNDES.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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