O Brasil celebra o Dia Internacional do Milho, neste 24 de abril, consolidado como o terceiro maior produtor mundial do grão. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para a safra 2025/26 é de 139,5 milhões de toneladas. O volume representa um recuo moderado em relação ao ciclo anterior, que atingiu 141 milhões de toneladas, mas mantém o país em patamar elevado no cenário global.
Mato Grosso, líder nacional na produção de milho segunda safra, deverá produzir na safra 2025/26 um volume de 51,719 milhões de toneladas, de acordo com estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O volume representa uma queda de 6,70% em relação ao ciclo 2024/25, o qual 55,434 milhões de toneladas foram colhidas.
Diferente da percepção de que a colheita é voltada apenas ao mercado externo, dois terços da produção brasileira permanecem no país. Deste montante interno, quase 60% são destinados à produção de proteína animal e 22% à fabricação de etanol. O restante abastece indústrias que utilizam o grão como base para itens que vão de antibióticos e tintas a pneus e plásticos biodegradáveis.
Impacto nas exportações e custos
O cenário econômico da safra atual, no entanto, exige atenção dos produtores devido à instabilidade geopolítica. O conflito no Oriente Médio provocou uma valorização acentuada da ureia, fertilizante essencial para o cultivo, que registrou altas entre 30% e 50%. A pressão nos custos de produção pode impactar diretamente a produtividade das lavouras que reduziram o uso de nitrogenados.
“Não prevemos diminuição da área plantada, pois boa parte do milho foi semeado antes do conflito. Nas exportações, o Irã representou 22% das vendas brasileiras de milho em 2025, e esperamos que a situação se normalize até junho, quando o volume exportado tende a se intensificar”, avalia Daniel Rosa, diretor técnico da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho).
Em 2025, o Irã foi o principal destino do milho brasileiro, com 9,08 milhões de toneladas, seguido por Egito e Vietnã. Mesmo com os desafios logísticos e de insumos, o Brasil mantém sua posição como segundo maior exportador mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Para debater os rumos da cultura e a inovação na segurança alimentar, o setor se reúne no dia 13 de maio para o 4º Congresso Abramilho, em Brasília. O evento deve concentrar as discussões sobre a geopolítica do agronegócio e as transformações tecnológicas necessárias para mitigar a pressão dos custos de produção.
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