O setor agropecuário brasileiro recebeu um aporte de R$ 48,3 bilhões em crédito nos primeiros oito meses da safra 2025/26. O volume, liberado pelo Sicredi, representa um crescimento de 15,7% em comparação ao mesmo período do ciclo anterior. O avanço reflete a demanda contínua por recursos, mesmo diante de um cenário de volatilidade no mercado de commodities e custos de produção.
A carteira de crédito rural da instituição encerrou o mês de janeiro com saldo de R$ 121,4 bilhões, uma expansão de 14% em doze meses. Em recorte regional, que engloba Mato Grosso, estados da região Norte e parte de Goiás, o montante liberado somou R$ 8 bilhões, alta de 18,7%. Nessa região específica, o saldo total da carteira atingiu R$ 25,1 bilhões no primeiro mês do ano.
Nacionalmente, o destino dos recursos revela a prioridade dos produtores: o custeio da produção liderou com 37,5% do volume, seguido por investimentos com 29,2%. Já no Centro-Oeste e Norte, as operações em moeda estrangeira ganharam tração, respondendo por 34,3% das liberações, seguido por investimento com 28,2% e custeio com 18,8%.
Perfil dos produtores
O perfil de quem acessa o crédito varia conforme a geografia, conforme a cooperativa de crédito. No cenário brasileiro, pequenos e médios produtores detêm quase 70% das 226,5 mil operações realizadas, e 19,5% foram operações de Cédula de Produto Rural (CPR). Contudo, no recorte que inclui Mato Grosso, parte de Goiás e o Norte, os grandes produtores foram responsáveis por 41% do total de 12.829 operações, evidenciando a escala das propriedades nessas áreas. Já pequenos e médios responderam por 34% das operações, enquanto as operações com CPR ficaram com 25%.
“Mesmo considerando o cenário desafiador para o agro, seguimos firmes em nosso compromisso de fomentar a atividade rural por meio de consultoria especializada, crédito e demais soluções que venham a auxiliar os produtores”, destaca Vitor Moraes, superintendente de Agronegócio do Sicredi.
Para quem ainda planeja o ciclo atual ou a próxima temporada, a instituição afirma que há liquidez. Cristine Sassagima, consultora de Crédito Rural, orienta que os produtores busquem as agências para organizar o fluxo de caixa. “O Sicredi segue com recursos disponíveis para apoiar os associados, tanto nas necessidades imediatas quanto já olhando a próxima safra, contemplando atividades agrícolas, pecuárias e investimentos na propriedade”, afirma.
Antecipação e tecnologia
Uma das estratégias para mitigar riscos de mercado tem sido o pré-custeio. Para a próxima safra de verão, foram disponibilizados R$ 9 bilhões para permitir que o produtor antecipe a compra de insumos e garanta melhores preços. A modalidade é voltada para associados de todo o país que buscam proteção contra a oscilação de custos.
No balanço consolidado de 2025, a instituição também se posicionou como o principal canal de repasses do BNDES para o agronegócio. Ao todo, foram R$ 8,6 bilhões liberados via banco de fomento, sendo R$ 2,6 bilhões destinados aos estados de Mato Grosso, Norte e algumas cidades de Goiás.
“Nessa nossa parceria com o BNDES, mantivemos o protagonismo em linhas estratégicas, consolidando nosso compromisso com a agricultura familiar, produtores de médio porte e inovação no campo”, ressalta Moraes. Entre os destaques estão o Inovagro, focado em tecnologia, que teve alta de 27% nas liberações, e o Proirriga, voltado para agricultura irrigada, com crescimento de 24%.
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