A volatilidade do cenário global e o impacto direto nos custos de produção das lavouras brasileiras serão os eixos centrais do 4º Congresso Abramilho. O evento ocorre no dia 13 de maio, em Brasília (DF), com o objetivo de formular estratégias para as cadeias de milho e sorgo em um período de incertezas econômicas e conflitos internacionais.
O encontro, sediado no espaço Unique, pretende conectar produtores a tomadores de decisão para analisar a competitividade do país. A programação foca na blindagem do setor contra oscilações externas, como a variação de preços de insumos essenciais, incluindo fertilizantes e diesel.
A abertura do congresso contará com representantes do Ministério da Agricultura (Mapa), da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). O debate inicial, sob o tema “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, buscará propostas práticas para fortalecer o segmento.
Segurança alimentar e inovação
De acordo com Glauber Silveira, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e sorgo (Abramilho) e organizador do evento, o foco está nas preocupações imediatas do campo. “Nosso foco é olhar para o que está tirando o sono do produtor, como os custos elevados de produção, e irmos atrás de soluções práticas para as dificuldades que atravessamos neste momento em que o cenário internacional está tão delicado”.
A biotecnologia em países tropicais também será pauta de especialistas nacionais e internacionais no painel “Inovação que alimenta o mundo: o futuro da segurança alimentar”. O debate buscará alternativas para manter a tendência de alta nas safras brasileiras sem comprometer a sustentabilidade. Para o organizador, o investimento técnico é a saída para o crescimento constante. “Tecnologia é um dos caminhos para que as safras brasileiras de alimentos sigam em tendência de alta, com sustentabilidade”.
O encerramento do ciclo de debates terá a participação de representantes do Itamaraty para discutir o tema “Geopolítica: como proteger o agro frente às incertezas globais?”. O painel final foca na antecipação de riscos fitossanitários e protocolos internacionais que podem afetar as margens de lucro do produtor rural em 2026.
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