A Baixada Cuiabana passou a contar, desde o último sábado (21), com um polo tecnológico voltado exclusivamente para o fortalecimento da produção rural de pequeno porte. A Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi), inaugurada no município de Nossa Senhora do Livramento, recebeu investimentos de R$ 53 milhões.
O projeto transforma uma área de 200 hectares em um centro de referência para o Cerrado e o Pantanal. A iniciativa é fruto de uma parceria estratégica entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Embrapa e instituições de ensino e extensão rural. O projeto foi apresentado oficialmente em outubro de 2024 e a ordem de serviço para o início das obras foi assinada em março de 2025.
Instalada em uma antiga estação de piscicultura da União, onde anteriormente funcionava a estação de pesquisa em piscicultura da Empaer, a unidade opera agora sob gestão compartilhada. A coordenação técnica cabe à Embrapa Agrossilvipastoril, com suporte direto do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) e das universidades UFMT e Unemat.
Ciência aplicada ao campo
O objetivo é que o conhecimento acadêmico saia dos laboratórios e chegue ao manejo diário de cadeias como a olericultura e mandiocultura. A estrutura foca em tecnologias adaptadas ao clima local para garantir que o pequeno produtor tenha o mesmo suporte técnico do grande agronegócio.

Entre os destaques que já iniciaram as operações estão a Estação de Piscicultura “Mais Vida” e a Horta Tecnológica do Projeto Alimentar. A unidade já registra resultados práticos, como a distribuição de alevinos para comunidades tradicionais, indígenas e agricultores familiares da região.
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a estrutura representa uma mudança de paradigma para a economia local. “Começamos ouvindo os municípios, entendendo as necessidades e definindo prioridades para transformar a realidade econômica da Baixada Cuiabana em oportunidades concretas para as pessoas”, afirmou.
O ministro ressaltou ainda a recuperação do espaço físico para fins produtivos. “Onde antes havia abandono, hoje estamos construindo um centro de excelência que vai gerar desenvolvimento, renda e inclusão produtiva para toda a região”, destacou Fávaro.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, reforçou que a unidade cumpre uma função social ao aproximar a ciência do trabalhador rural. “Essa inauguração é muito mais do que a entrega de um espaço físico. É a presença da ciência na Baixada Cuiabana, levando conhecimento, tecnologia e soluções para os produtores rurais”, pontuou.
Segundo Massruhá, o foco final é o impacto na mesa do cidadão. “Esse é um ambiente que vai além da pesquisa. É um espaço que promove desenvolvimento, gera oportunidades e contribui diretamente para a segurança alimentar, que é uma questão central para o Brasil e para o mundo”, concluiu.
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