21/04/2026

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Embrapa sequencia genomas de capim-elefante em colaboração internacional; saiba mais

Uma colaboração científica internacional, com a participação da Embrapa Gado de Leite, sequenciou os genomas de 450 genótipos de capim-elefante coletados em dezoito países. A descoberta promete um novo impulso para o melhoramento genético da forrageira, consolidando seu potencial para a pecuária tropical e a produção de bioenergia.

O capim-elefante, originário da África e adaptado ao Brasil desde o início do século XX, é fundamental para cultivares como o Capiaçu (silagem) e o Curumi (pastejo).

Em entrevista ao Giro do Boi, a doutora em genética e melhoramento Ana Luísa Souza Azevedo, pesquisadora da Embrapa, destacou a relevância do estudo: “Ele é baseado para entender a diversidade, mas além disso, começou um estudo paralelo de associação”.

Confira a entrevista completa:

Benefícios da pesquisa

O estudo, resultado de uma parceria com o International Livestock Research Institute (ILRI), avaliou o material genético por cinco anos, permitindo mapear genes ligados à produtividade, valor nutritivo e potencial energético.

Ana Luísa informou que o grande benefício para o produtor é o desenvolvimento acelerado de novas cultivares. “Utilizando ferramentas genômicas, você reduz o tempo médio necessário para desenvolver uma cultivar (que normalmente leva de dez a quinze anos) para sete, oito anos”, revelou.

A aceleração possibilitará o lançamento de cultivares mais específicas, adaptadas a desafios como o estresse hídrico. A pesquisa também foca no potencial do capim-elefante para a produção de bioenergia, devido à sua alta eficiência fotossintética.

Próximos passos na pesquisa

O próximo passo inclui explorar a edição gênica e o sequenciamento para tornar as plantas mais resistentes. “A gente vai desmembrar todos esses estudos agora de associação para as características de maior interesse, por exemplo, associar com resistência a cigarrinha”, explicou a pesquisadora.

O objetivo é gerar marcadores que aumentem a resistência das plantas a pragas, doenças e, principalmente, ao estresse hídrico.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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