14/04/2026

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Produção de plástico reciclado cresce 7,8% em 2024, com agroindústria alcançando alta de 35%

A produção nacional de resina plástica reciclada pós-consumo (PCR) alcançou 1,012 milhão de toneladas em 2024, alta de 7,8% em relação a 2023. Os dados são do estudo anual do Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast parceria entre Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem.

A agroindústria demandou 92 mil toneladas e apresentou um crescimento de mais de 35% em relação a 2023, impulsionado por aplicações como lonas, mangueiras e embalagens de defensivos agrícolas.

O faturamento da indústria de reciclagem também subiu, alcançando, em 2024, R$ 4 bilhões, um aumento nominal de 5,8% em relação a 2023.

O setor também gerou mais empregos, totalizando 20.043 novos postos de trabalho diretos, um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. A capacidade instalada das indústrias recicladoras também teve elevação, 1,9%, chegando a 2,43 milhões de toneladas.

Segundo o levantamento, a resina PCR produzida em 2024 foi destinada principalmente aos setores de alimentos e bebidas (167 mil toneladas) e higiene pessoal, cosméticos e limpeza doméstica (132 mil toneladas), impulsionados pela demanda por embalagens com conteúdo reciclado.

Segundo o diretor de Química Sustentável e Reciclagem da MaxiQuim, Maurício Jaroski, comparado a 2018, início do levantamento, houve uma inversão de protagonismo. Naquele ano, a construção civil era o principal destino da resina reciclada, enquanto o setor de alimentos e bebidas tinha participação menor.

“Essa mudança reflete o avanço regulatório e os compromissos de grandes marcas de consumo com a economia circular e o uso de materiais mais sustentáveis”, destaca.

Reciclagem de plástico por regiões

O levantamento mostrou ainda uma forte concentração dos processos de reciclagem de plástico nas regiões Sudeste e Sul do país, que lideram todas as etapas da cadeia, desde a geração do resíduo até a produção da resina reciclada pós-consumo (PCR). 

A Região Sudeste se destaca como a maior geradora de resíduos plásticos, com 48,1% do total (2,3 milhões de toneladas), e também como o principal polo de processamento, respondendo por 47% do consumo de resíduos pela indústria e 55,5% da produção nacional de PCR (559 mil toneladas). 

A Região Sul aparece na sequência, sendo responsável por 26% do consumo de resíduos e 26,2% da produção de PCR (266 mil toneladas). Enquanto isso, a Região Nordeste se consolida como a terceira força produtora de PCR, com 13,7% do total (139 mil toneladas) e um crescimento expressivo de 16,6% em relação a 2023.

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