Divulgação/AWS/Matheusnphoto
Acessibilidade
A Amazon Web Services (AWS) realizou, nesta quarta-feira (13), um summit em São Paulo para compartilhar as principais novidades da companhia para o Brasil e conectar clientes e parceiros de seu ecossistema. O compromisso com o treinamento de 1 milhão de brasileiros em IA foi o grande destaque da manhã.
Em um painel exclusivo para executivos do setor, Paula Bellizia, vice-presidente da AWS para América Latina, falou sobre quatro tendências para uma adoção bem-sucedida da IA por empresas latino-americanas. Confira:
“As empresas precisam estar focadas em resolver problemas reais com a IA. É assim que as soluções podem impactar os negócios.”
Para exemplificar a afirmação, Bellizia comenta o caso da Ânima Educação. “Eles usaram inteligência artificial, a partir da infraestrutura da AWS, para desenvolver uma ferramenta de IA que os ajuda a fornecer um atendimento personalizado para cada aluno (são mais de 400 mil). Seria muito complexo, para não dizer quase impossível, fazer isso sem o auxílio de uma ferramenta de IA generativa. O custo desse processo todo caiu em mais de 90%.”
Pessoas
“As empresas que extraem o maior valor da IA são as que focam nas pessoas, em desenvolver modelos de negócios de impacto, pensando nas oportunidades que vão gerar para os usuários dessa tecnologia.”
A vice-presidente afirma que a Liberty Health utiliza a nuvem da Big Tech para o desenvolvimento de soluções em saúde preditiva. “Eles integraram os dados de cerca de 7 milhões de pacientes num único repositório, permitindo que os médicos responsáveis recebam alertas específicos para qualquer operação preditiva nos exames desses pacientes.”
Inovação
“A terceira tendência é realmente transformar e reimaginar o que é possível. Na AWS gostamos de começar nossas conversas com perguntas: ‘Por que a empresa não está se transformando rapidamente? Por que não está liderando a transformação da indústria?’.”
Segundo Paula Bellizia, a Natura é um grande exemplo dessa reformulação de pensamento. “A Natura começou a se perguntar ‘por que não alcançar resultados melhores nas buscas dos clientes e consultoras pelo portfólio de produtos?’. Por meio da IA generativa, eles atingiram 99% de assertividade. É um caso que nos orgulha muito.”
Infraestrutura
“A quarta tendência é óbvia, mas não pode passar sem ser comentada. Nesse momento transformador da IA, é impossível que a gente tire o melhor proveito da tecnologia sem infraestruturas preparadas e dados organizados. Dados ruins geram resultados ruins. Falta de estrutura não permite escalabilidade.”
Com 500 aplicações em IA generativa voltadas à resolução de desafios corporativos, o Itaú — que migrou 100% de sua operação digital para a nuvem da AWS — é o troféu da empresa no país. “Hoje o Itaú conta com toda a inovação disponível. É uma jornada de muitos anos, mas que resulta dessa preparação.”