04/05/2026

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pesquisadores identificam principais doenças e recomendam manejo eficiente

Pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, da Unesp e da QueenNut Macadâmia concluíram o primeiro estudo abrangente sobre as doenças que afetam a cultura da macadâmia no Brasil.

A pesquisa, realizada ao longo de dois anos em Dois Córregos (SP), revelou dados inéditos sobre os patógenos que afetam a produtividade e propôs estratégias para controle e prevenção.

Bernardo Halfed, pesquisador da Embrapa que atuou no estudo, conta que o trabalho teve início em agosto de 2018, início da parceria com a QueenNut. “À época foi detectada a necessidade de conhecer as principais doenças que estavam ocorrendo na cultura e a práticas mais adequadas de controle e prevenção”.

“As referências sobre as doenças que ocorriam na cultura eram baseadas principalmente nos relatos de outros países que cultivam macadâmia, o que muitas vezes levava à adoção de medidas não eficientes de controle”, afirma o pesquisador.

Doenças identificadas

Entre as doenças mais preocupantes estão a queima dos racemos (cachos), causada pelo fungo Cladosporium xanthochromaticum, e a podridão do tronco, provocada por Lasiodiplodia pseudotheobromae.

Além disso, os pesquisadores relataram pela primeira vez no mundo os fungos Colletotrichum siamense e Cladosporium xanthochromaticum como causadores de enfermidades na macadâmia.

Principais doenças e manejos sugeridos:

  1. Queima dos racemos: redução de restos de flores de safras anteiores e poda para melhorar a ventilação da copa.
  2. Podridão do tronco: remoção de galhos afetados, aplicação de produtos à base de cobre e poda em estações menos propícias à doença, como outono e inverno.
  3. Antracnose em frutos: controle de insetos, remoção de frutos infectados e ventilação adequada do dossel.
  4. Mancha foliar: melhorias na ventilação do dossel.

Potencial da produção brasileira

árvores de macadâmia
Foro: Jeanne Prado/Embrapa

Embora o Brasil represente apenas 2% da produção global de macadâmia, a cultura está em expansão, ocupando cerca de 6 mil hectares em estados como São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

A maior parte da produção é destinada ao mercado interno, especialmente para indústrias de panificação e confeitaria.

A pesquisa também destacou o uso de defensivos agrícolas já permitidos para outras culturas semelhantes, além de enfatizar a necessidade de prevenir a entrada de patógenos exóticos no Brasil.

Publicação técnica e impactos sustentáveis

Os resultados do estudo estão detalhados na circular técnica 33 da Embrapa. . A iniciativa está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12 da ONU, que busca promover consumo e produção responsáveis.

A pesquisa representa um passo importante para tornar a macadâmia brasileira mais competitiva globalmente, atraindo novos investimentos e fortalecendo a cadeia produtiva.

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